SINAL FECHADO (Paulinho da Viola)
Olá, como vai ?
Eu vou indo e você, tudo bem ?
Tudo bem eu vou indo correndo
Pegar meu lugar no futuro, e você ?
Tudo bem, eu vou indo em busca
De um sono tranquilo, quem sabe ...
Quanto tempo... pois é...
Quanto tempo...
Me perdoe a pressa
É a alma dos nossos negócios
Oh! Não tem de quê
Eu também só ando a cem
Quando é que você telefona ?
Precisamos nos ver por aí
Pra semana, prometo talvez nos vejamos
Quem sabe ?
Quanto tempo... pois é... (pois é... quanto tempo...
Tanta coisa que eu tinha a dizer
Mas eu sumi na poeira das ruas
Eu também tenho algo a dizer
Mas me foge a lembrança
Por favor, telefone, eu preciso
Beber alguma coisa, rapidamente
Pra semana
O sinal ...
Eu espero você
Vai abrir...
Por favor, não esqueça,
Adeus...
UM DIA TEREMOS O NOSSO
TEMPO...
O TEMPO QUE NOS É DIGNO
SEM CERCAS E...
DIREÇÃO.
Intrépida arte, que surge do caos ou da alegria e que faz o homem exercer o seu papel de ser criativo.
sexta-feira, 30 de março de 2012
quarta-feira, 28 de março de 2012
AOS QUATRO ANOS
Nesta idade eu já sabia dizer o que queria e não queria
Meu pequeno ser com as mãos e pés sujos de terra,
vivia a correr e brincar de pique-esconde.
Aprendi que existe carinho e que há as lágrimas também
Tive a sorte de criar amigos e dividir travessuras com eles.
Aos quatro anos, eu queria ver todo mundo feliz e do meu lado
Aos quatro anos construí meus sonhos mais sinceros
E o que mais quero até hoje é realizá-los. (8 de janeiro de 2012)
Meu pequeno ser com as mãos e pés sujos de terra,
vivia a correr e brincar de pique-esconde.
Aprendi que existe carinho e que há as lágrimas também
Tive a sorte de criar amigos e dividir travessuras com eles.
Aos quatro anos, eu queria ver todo mundo feliz e do meu lado
Aos quatro anos construí meus sonhos mais sinceros
E o que mais quero até hoje é realizá-los. (8 de janeiro de 2012)
IDA DO SOL
Estou indo embora,
você não abre mais os braços pra mim
não olha para cima e me saúda com seu sorriso.
Pra que ficar?
Não quero ser egoísta como outras estrelas e brilhar no escuro.
Meu brilho é ofuscante, mas você poderia olhar e cuidar dele.
Muitos me percebem, me sentem e irão sofrer com a minha falta,
Mas, definitivamente, não posso seguir assim.
Sou iluminado,
espero que quem me receba na despedida me entenda,
acolha-me com os "altos do céu"
e eu aquecerei as nuvens lá de cima para vir a chuva. (4 de fevereiro de 2012)
você não abre mais os braços pra mim
não olha para cima e me saúda com seu sorriso.
Pra que ficar?
Não quero ser egoísta como outras estrelas e brilhar no escuro.
Meu brilho é ofuscante, mas você poderia olhar e cuidar dele.
Muitos me percebem, me sentem e irão sofrer com a minha falta,
Mas, definitivamente, não posso seguir assim.
Sou iluminado,
espero que quem me receba na despedida me entenda,
acolha-me com os "altos do céu"
e eu aquecerei as nuvens lá de cima para vir a chuva. (4 de fevereiro de 2012)
AOS QUE SÃO FELIZES
Cedam-me uma gargalhada,
pois acho que nunca saiu de mim uma de verdade.
Não sei se ainda há tempo,
então apenas lembrem da minha face tentando sorrir.
Oh, que inveja dessa vida que não tenho, só vejo.
Vou descansar para reviver nesta pele dos afortunados.
Sei que mereço isso e tenho pressa.
Talvez ainda houvesse tempo de deixar-me levar
e tentar diante de um milagre, ver-me ao lado de vocês.
Posso ser covarde,
mas algo me diz que não experimetarei isso.
Tentativas alegres tentei agarrá-las,
Mas tudo foge como areia das mãos. (4 de fevereiro de 2012)
pois acho que nunca saiu de mim uma de verdade.
Não sei se ainda há tempo,
então apenas lembrem da minha face tentando sorrir.
Oh, que inveja dessa vida que não tenho, só vejo.
Vou descansar para reviver nesta pele dos afortunados.
Sei que mereço isso e tenho pressa.
Talvez ainda houvesse tempo de deixar-me levar
e tentar diante de um milagre, ver-me ao lado de vocês.
Posso ser covarde,
mas algo me diz que não experimetarei isso.
Tentativas alegres tentei agarrá-las,
Mas tudo foge como areia das mãos. (4 de fevereiro de 2012)
CARTA DO HOMEM AO MUNDO
Escrevo para gravar um pouco em palavras o que vejo. Como é maravilhoso o que está diante dos meus olhos. Tudo o que posso e não tocar é obtido em medidas certas. O concreto e o abstrato aqui se misturam e as marcas dos meus feitos estão por toda a parte.
Tais feitos é que me atordoam. Talvez sempre tenha sido assim. Eles representam também a harmonia de um ser pensante, mas muito mais meus excessos, meus devaneios.
Sou um quebra-cabeça que tem, curiosamente, todas as peças diferentes e sem combinação. Nunca terei o qualitativo da perfeição. Se me percebo assim, poderia engajar-me mais a ser o que eu deveria ser. Não o faço.
Olhando novamente ao meu redor, sinto que perdi a medida, fui enfeitiçado pela minha própria dádiva, o pensamento. Ruí tudo aquilo que foi me dado. Transformei, alterei, compliquei o simples.
Agora sei que depende só de mim em tentar contornar isso. O fato é que nos pormenores, eu já estou em estado pútrido, decomposto. Não valho mais nada. Perdeu-se a solução. (9 de fevereiro de 2012)
Tais feitos é que me atordoam. Talvez sempre tenha sido assim. Eles representam também a harmonia de um ser pensante, mas muito mais meus excessos, meus devaneios.
Sou um quebra-cabeça que tem, curiosamente, todas as peças diferentes e sem combinação. Nunca terei o qualitativo da perfeição. Se me percebo assim, poderia engajar-me mais a ser o que eu deveria ser. Não o faço.
Olhando novamente ao meu redor, sinto que perdi a medida, fui enfeitiçado pela minha própria dádiva, o pensamento. Ruí tudo aquilo que foi me dado. Transformei, alterei, compliquei o simples.
Agora sei que depende só de mim em tentar contornar isso. O fato é que nos pormenores, eu já estou em estado pútrido, decomposto. Não valho mais nada. Perdeu-se a solução. (9 de fevereiro de 2012)
NESTE INSTANTE
São oito horas no relógio
Já são do passado, mesmo recente,
momentos em que sentei à beira do meio fio e chorou.
Livrar-me do cansaço de um dia inglório é a meta.
Modos? Maneiras? foram tentados,
mas cada minuto que passa desidrato- me em corpo e alma.
Porque deste jeito? Por que nada no meu tempo?
Tudo pede meu doar, meu conduzir sem que eu queira.
No final, ao olhar-me no espelho,
vejo uma máquina, peça da engrenagem....não mais eu. (9 de fevereiro de 2012)
Já são do passado, mesmo recente,
momentos em que sentei à beira do meio fio e chorou.
Livrar-me do cansaço de um dia inglório é a meta.
Modos? Maneiras? foram tentados,
mas cada minuto que passa desidrato- me em corpo e alma.
Porque deste jeito? Por que nada no meu tempo?
Tudo pede meu doar, meu conduzir sem que eu queira.
No final, ao olhar-me no espelho,
vejo uma máquina, peça da engrenagem....não mais eu. (9 de fevereiro de 2012)
RELICÁRIO
Ouviu o chamado de longe
Surpreedentemente aconteceram as coincidências
Gente que não se via há muito tempo.
Nossa! Quanta alegria, quanta doação.
O início, uma nova era.
Tratou de macar tudo a fogo na alma.
Disse: "Eu cuido".
Dias e dias de tantas companhias
umas novas e a mais importante.
Mas....
Tudo tornou-se relicário
A reaproximação embalada de abraços,
agora está em palavras, em objetos esquecidos.
Descobriu-se o castelo feito de areia.
Não há mais olhos nos olhos, os rostos viram-se em opostos.
Falar de coisas boas é proibido, machuca.
o resto é saudade. (12 de fevereiro de 2012)
Surpreedentemente aconteceram as coincidências
Gente que não se via há muito tempo.
Nossa! Quanta alegria, quanta doação.
O início, uma nova era.
Tratou de macar tudo a fogo na alma.
Disse: "Eu cuido".
Dias e dias de tantas companhias
umas novas e a mais importante.
Mas....
Tudo tornou-se relicário
A reaproximação embalada de abraços,
agora está em palavras, em objetos esquecidos.
Descobriu-se o castelo feito de areia.
Não há mais olhos nos olhos, os rostos viram-se em opostos.
Falar de coisas boas é proibido, machuca.
o resto é saudade. (12 de fevereiro de 2012)
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